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O governo Lula corre para fechar o desenho do programa que permitirá a negociação de dívidas nas próximas semanas para anunciar a benesse até o fim de abril, com o objetivo de valer já em maio, com a marca simbólica do Dia do Trabalhador.
Os detalhes estão sendo acertados entre os técnicos do governo e a equipe econômica. Alguns pontos, porém, já estão encaminhados:
O Ministério da Fazenda trabalha com um prazo de três meses para a renegociação de dívidas de brasileiros inadimplentes no novo programa, de acordo com interlocutores a par das discussões.
O público-alvo deve ser pessoas que ganham até cinco salários mínimos.
A ideia é abranger dívidas em atraso no cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal sem garantia.
O governo queria limitar o período de atraso de 60 a 360 dias, mas ainda há negociação se poderia ser a partir de 90 dias ou por mais de um ano.
Em relação ao FGTS, a intenção do governo é possibilitar o saque de até 20% do saldo para o pagamento de dívidas.
Isso deve beneficiar apenas quem ganha até cinco salários mínimos.
A proposta é ter uma trava de seis meses para aposta em bets pelo cliente beneficiado. Ou seja, a pessoa beneficiada não poderia apostar nesse período.
Nesta segunda-feira, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, se reuniu com representantes do setor financeiro em São Paulo. A ideia é que os parâmetros do programa em aberto sejam negociados ao longo desta semana para que Durigan possa validar o desenho final com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva na próxima semana.
O ministro da Fazenda viaja nesta segunda para os Estados Unidos para participar das reuniões do Fundo Monetário Internacional (FMI). Depois, encontra Lula na Europa. Assim que o programa for anunciado, o objetivo é de que já valha imediatamente.
Com o prazo curto, inicialmente o governo deve focar na proposta para inadimplentes, mas ainda está estudando como pode aliviar as famílias que estão com o orçamento apertado por causa do pagamento de dívidas, mas estão em dia com os compromissos.
Há uma avaliação no governo de que os bons números da economia não estão se refletindo em boas avaliações para Lula devido ao alto comprometimento da renda das famílias com as dívidas. Esse indicador está no maior patamar da série histórica do Banco Central, em 29,3%, segundo o último dado disponível, em janeiro.